sábado, 28 de abril de 2007

Vida


Na verdade, ela e como uma maquina...
Todos os seus gestos são mecanizados.
Limita-se a cumprir a rotina do dia-a-dia,
Imposta pela sociedade...
Tendo de sentir todos aqueles cheiros,
Já seus conhecidos, que a enjoam.
Balbuciando coisas que vem ao acaso,
Numa conversa ou na sua própria mente,
Coisas sem qualquer nexo
Sem qualquer significado, para si mesma.
Ouvindo sempre as mesmas frases,
Sempre os mesmos comentários,
Sempre as mesmas conversas,
Provenientes sempre das mesmas pessoas.
Por vezes, tem a ousadia de desejar...
Tactear algo diferente algo...
Que não esteja presente naquela rotina.
Farta de ver sempre as mesmas pessoas,
Que vagueiam na sua vida como fantasmas,
Amargurados que não obtiveram perdão,
Tendo assim de se confinarem ao tormento,
De si próprios e de outros...

Sem comentários: