Tenho te extraído
Tenho te lapidado
Suor e fogo…
Tenho te retirado
Das profundezas
Da miséria…
Da ambição que te devora
As manhãs plásticas
E estreitas espalham-se
O concreto sobe
Vencendo tudo e todos.
Sentimentos nada mais
São que cinzas
Mas o reflexo verde
Ainda desenha-se
Na janela indefinível...
Caminho na chuva
Inventada de meus dias
E me vejo ainda
E outra vez criança


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